Para ‘Saúde Mental’ de Cândido Mota, ‘é tempo de falar sobre suicídio como resgate da vida’

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O dia 10 de setembro é considerado o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, assim como todo o mês é dedicado a se falar e pensar a respeito do tema. Falar sobre este assunto, sem considerá-lo ‘pecado’ ou ‘tabu’, é fundamental para a sua prevenção. O suicídio é definido como um ato deliberado e intencional executado pelo próprio indivíduo, de causar a morte a si mesmo. E o comportamento suicida envolve pensamentos, planos ou atos em que o indivíduo cause lesão a si mesmo, independente de qual seja a intensidade, numa tentativa de acabar com o seu sofrimento.

Em 2012, cerca de 804 mil pessoas morreram por suicídio em todo o mundo. O Brasil é o oitavo país em número absoluto de suicídios. Em 2012 foram registradas 11.821 mortes, cerca de 30 por dia, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres. Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes, sendo observado um aumento de mais de 30% em jovens. O suicídio é a quarta causa de morte entre adolescentes e jovens, de 15 a 29 anos.

Trata-se de um fenômeno complexo que envolve diversos fatores: psicológicos (pessoas com quadro de doenças mentais, personalidade impulsiva ou de humor instável, ter sofrido abuso físico ou sexual na infância, transtornos mentais relacionados ao uso de álcool e outras drogas, etc.); aspectos sócio-culturais (pessoas com isolamento social, jovens ou acima de 65 anos, indígenas, moradores de rua, desempregados ou aposentados, etc.); genéticos; familiares; ambientais ou condições de saúde limitantes (doenças orgânicas incapacitantes, doenças neurológicas, dores crônicas).

É importante, além do mais, compreender o comportamento suicida como um gesto de comunicação, como uma tentativa da pessoa de livrar-se de um sofrimento muito intenso para ela. Por isso a escuta aberta, sem julgamento moral ou religioso, encorajando que o outro divida seus sentimentos, é fundamental para que a pessoa se sinta acolhida e fortalecida para construir estratégias de enfrentamento para sua crise.

 

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Pessoas que sobrevivem Às tentativas de suicídio ou mesmo familiares de pessoas que cometeram o suicídio, também vivem experiências muito dolorosas que envolvem preconceito, vergonha ou medo de serem mal compreendidas. Neste sentido, seja como forma de prevenção, seja como forma de cuidado após a tentativa ou ato, é necessário que se busque ajuda no grupo social a que pertence (família e amigos) e nos serviços e atendimentos disponíveis, como o telefone do CVV – 188, a nível nacional; e os Centros de Saúde ou CAPS – Centro de Atenção Psicossocial, em nível municipal. ‘Pedir ajuda não é sinal de fraqueza’.

(Colaborou Saúde Mental de Cândido Mota e como fonte de referência ‘Suicídio: informando para prevenir’, da Associação Brasileira de Psiquiatria, Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio. Brasília:2014)

Mitos e Verdades

Existem muitos mitos envolvendo o suicídio, como pode ser observado no quadro a seguir:

• Mito 1. As pessoas que falam sobre o suicídio não farão mal a si próprias, pois querem apenas chamar a atenção.

Falso. Ao contrário do que se pensa, quando um indivíduo falar de ideação, de intenção ou de um plano suicida, deve ser levado a sério.

• Mito 2. O suicídio é sempre impulsivo e acontece sem aviso.

Falso. A maioria dos casos acontece de modo premeditado e as pessoas deram avisos de suas intenções anteriormente.

• Mito 3. Os indivíduos suicidas querem mesmo morrer ou estão decididos a matar-se.
Falso. A maioria das pessoas nesta situação experimenta sentimentos ambivalentes sobre o suicídio, e já relataram ou deram pistas destes pensamentos há uma ou mais pessoas.

• Mito 4. Quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou sobrevive a uma tentativa de suicídio, está fora de perigo.

Falso. Na verdade, um dos períodos mais perigosos é logo após a crise, ou quando a pessoa está no hospital, na seqüência de uma tentativa. Deve-se atentar para a semana que se segue à alta do hospital, pois há perigo do paciente se fazer mal.

• Mito 5. O suicídio é sempre hereditário.

Falso. Nem todos os suicídios podem ser associados à hereditariedade, no entanto, a história familiar de suicídio é um fator de risco importante para o comportamento suicida, particularmente em famílias em que a depressão é comum.
• Mito 6. Os indivíduos que tentam ou cometem suicídio têm sempre alguma perturbação mental.

Falso. Comportamentos suicidas têm sido associados a transtornos mentais, como: depressão, abuso de substâncias, esquizofrenia e outras perturbações mentais, além de comportamentos destrutivos e agressivos. No entanto, esta associação não deve ser sobrestimada.

• Mito 7. Se um profissional falar com o paciente sobre suicídio, o profissional está dando a idéia de suicídio à pessoa.

Falso. Simplesmente perguntar aos pacientes se estes pensam em fazer-se mal, obviamente não causa comportamento suicida. Na verdade, reconhecer que o estado emocional do indivíduo é real, e tentar normalizar a situação induzida pelo stress são componentes necessários para a redução da ideação suicida.
• Mito 8. O suicídio só acontece ‘àqueles outros tipos de pessoas’, não a nós.

Falso. O suicídio pode acontecer a todos os tipos de pessoas e encontra-se em todos os tipos de sistemas sociais e de famílias. Por isso, é fundamental investir em prevenção e identificar situações possíveis de vulnerabilidade, investindo em tratamentos precoces.

• Mito 9. Após uma pessoa tentar cometer suicídio uma vez, nunca voltará a tentar novamente.

Falso. As tentativas de suicídio são mais prevalentes quando há tentativas de suicídio anteriores, por isso as pessoas que efetuaram essas tentativas necessitam de acompanhamento regular através de contato telefônico, visita domiciliar ou formas de cuidado permanente.

• Mito 10. As crianças não cometem suicídio, porque não entendem que a morte é final e são cognitivamente incapazes de se empenhar num ato suicida.
Falso. Embora aconteça com menos freqüência, as crianças e, principalmente, os adolescentes cometem suicídio e qualquer gesto nesse sentido, em qualquer idade, deve ser levado a sério.

(Fonte: Adaptado de OMS – 2006).

“Estátuas e cofres e paredes pintadas

Ninguém sabe o que aconteceu

Ela se jogou da janela do quinto andar

Nada é fácil de entender (…)”

(Trecho da música ‘Pais e Filhos’, de Renato Russo)

 

 

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