Seminário em CM destaca ‘vida e esperança’ para manter estudantes longe das drogas

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As secretarias de Educação e Saúde de Cândido Mota estão unidas contra as drogas, um mal que tem afetado várias famílias e que constitui grave problema de saúde pública, com sérias consequências pessoais e sociais no futuro dos jovens e de toda a sociedade. Do ponto de vista médico, droga é toda ‘substância usada para produzir alterações nas sensações, no grau de consciência e no estado emocional’. 

A cada dia aumenta o número de famílias que descobrem o envolvimento de seus filhos ou parentes com algum tipo de droga. E isto causa destruição no ambiente familiar, já que os dependentes químicos alteram radicalmente seus comportamentos para manter o vício. O melhor que as famílias e a sociedade devem fazer é investir em prevenção. 

 

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Neste sentido, acontece em Cândido Mota o ‘Seminário Antidrogas’, cuja abertura aconteceu no último dia 15, com ações concentradas nas escolas das redes municipais e estaduais. Na manhã desta terça-feira, dia 22, a quadra da escola municipal ‘Helena Pupim Albanez’ recebeu seus alunos e da escola estadual ‘São Francisco’ e escola municipal ‘João Leão’. No comando das ações, estavam equipes de jovens voluntários do município de Assis, pertencentes a ‘Shema’ - vila Xavier, Comunidade ‘Restauração’, ‘Movimento Tau’ da Catedral de Assis, e do projeto ‘Braços Abertos’, de Cândido Mota.

 

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Com brincadeiras e apresentação de teatro, os coordenadores da ação interagiram com os alunos, que se divertiram e prestaram muita atenção nas atividades.
Na abertura do seminário, a palestrante Vanessa Delfino, do Grupo de Jovens de Assis, destacou a importância do amor de Deus como forma de afastar jovens do mundo das drogas. “Vamos às escolas com o pretexto do uso de droga, mas não iremos falar sobre ela. Temos que falar do amor de Deus. Muitos jovens que usam drogas não tiveram uma experiência com este amor e é isso que queremos levar para eles”, disse.

 

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Com crianças

As ações vão seguir até junho e exatamente como a palestrante Vanessa Delfino falou; com brincadeiras e apresentações de teatros mostrando o amor à família, aos amigos e à vida. “É falando desta forma, a melhor de trabalhar contra o uso de drogas por nossas crianças. Isso é trabalhar com a prevenção e o melhor lugar é na escola, com crianças do ensino fundamental”, destacou o secretário de Educação e Cultura, Celso Josepetti.

A secretária de Saúde, Amanda Mailio Santana, também destacou a prevenção como a melhor ‘saída conta este mal’. “Trabalhamos na secretaria sempre com a prevenção e a questão das drogas não poderia ser diferente, já que ela é um problema de saúde pública. O que se faz no seminário vem ao encontro do trabalho desenvolvido com informações para que a pessoa não venha a experimentar. As crianças estão sendo aliciadas muito cedo e por isso precisamos começar com elas, e a escola é nossa grande parceira”, disse. 

E prosseguiu: “Os professores estão em contato diário e têm a possibilidade de ensinar de várias formas, por exemplo, como está acontecendo aqui na quadra lotada com os alunos brincando, ouvindo e aprendendo que o melhor é ter uma vida saudável, com amor ao próximo e respeitando seus familiares”.

O prefeito Roberto Bueno também destacou a importância do trabalho dentro da escola. “Infelizmente os nossos jovens estão tendo contato com o mundo das drogas muito cedo, daí a importância das ações nas escolas, já que elas abrigam a maior parte das crianças e adolescentes do município. É preciso fazer de tudo para que a curiosidade e o estímulo para o uso de drogas não exista”, frisou Roberto Bueno.

 
Público marca presença no Dia da Luta Antimanicomial em CM

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O início foi de muitas reflexões e depois muitas gargalhadas. Foi exatamente assim que aconteceu com as pessoas que compareceram na praça João XXIII, em Cândido Mota, na noite do dia 18, quando se comemorou o Dia Nacional de Luta Antimanicomial. Realizado pela Secretaria de Saúde através do Centro de Atenção Psicossocial - Caps, o evento foi aberto pela coordenadora Fabiana Andrade, que disse como surgiu este dia.

 

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Em 1987 aconteceu o II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental na cidade de Bauru. Neste encontro, com mais de 350 trabalhadores de saúde mental, pacientes e familiares, aconteceu uma manifestação nas ruas da cidade pela extinção dos manicômios no país. O resultado ficou expresso no Manifesto de Bauru.

Após as palavras de Fabiana Andrade, o Grupo de Teatro ‘Matulão e Fabricantes’; apresentou a peça ‘O Comprador Morte’. Com atores interagindo com o público, as gargalhadas foram constantes. O prefeito Roberto Bueno, que prestigiou a apresentação, parabenizou a equipe do Caps e a companhia de teatro. “Como diz a frase nos cartazes e no palco da peça, ‘Loucos ou não, somos todos cidadãos’, portanto todos sem exceção merecem respeito, dignidade, liberdade e saúde. As palavras da Fabiana é o manifesto de Bauru mostraram tudo”, falou Roberto Bueno.

 

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Manifesto de Bauru

O chamado Manifesto de Bauru deu início a essa articulação dos municípios em torno do Dia de Luta Antimanicomial. A seguir, o documento, na íntegra:
“Um desafio radicalmente novo se coloca agora para o Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental. Ao ocuparmos as ruas de Bauru, na primeira manifestação pública organizada no Brasil pela extinção dos manicômios, os 350 trabalhadores de saúde mental presentes ao II Congresso Nacional dão um passo adiante na história do Movimento, marcando um novo momento na luta contra a exclusão e a discriminação. Nossa atitude marca uma ruptura. Ao recusarmos o papel de agente da exclusão e da violência institucionalizadas, que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana, inauguramos um novo compromisso. Temos claro que não basta racionalizar e modernizar os serviços nos quais trabalhamos.

O Estado que gerencia tais serviços é o mesmo que impõe e sustenta os mecanismos de exploração e de produção social da loucura e da violência. O compromisso estabelecido pela luta antimanicomial impõe uma aliança com o movimento popular e a classe trabalhadora organizada. O manicômio é expressão de uma estrutura, presente nos diversos mecanismos de opressão desse tipo de sociedade. A opressão nas fábricas, nas instituições de adolescentes, nos cárceres, a discriminação contra negros, homossexuais, índios, mulheres. Lutar pelos direitos de cidadania dos doentes mentais significa incorporar-se à luta de todos os trabalhadores por seus direitos mínimos à saúde, justiça e melhores condições de vida. 

Organizado em vários estados, o Movimento caminha agora para uma articulação nacional. Tal articulação buscará dar conta da Organização dos Trabalhadores em Saúde Mental, aliados efetiva e sistematicamente ao movimento popular e sindical. Contra a mercantilização da doença! Contra a mercantilização da doença; contra uma reforma sanitária privatizante e autoritária; por uma reforma sanitária democrática e popular; pela reforma agrária e urbana; pela organização livre e independente dos trabalhadores; pelo direito à sindicalização dos serviços públicos; pelo Dia Nacional de Luta Antimanicomial em 1988! Por uma sociedade sem manicômios!” Bauru, dezembro de 1987 - II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental.

 

 
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